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Acumen Essentials #2: Como fazer o bem? [How to do good?]

I am now concluding the second module of the course Acumen Essentials: Intro to moral imagination and challenges in poverty alleviation.

How to do good?

This second module is called How to do good? and brings interesting perspectives about the difference between good intentions and good results, the complexities of each cause and the responsibilities of those who advocate for a cause.

One of the interesting resources contained in this module is Chimamanda Adichie’s TEDTalk, which I have already shared here before. It is called “The danger of a single story” and it is a must see!!!

Another interesting reflection was the question “What might be wrong with ‘helping the poor’?”.

To answer this question I would bring what Boniface Mwangi told so well in his meeting in Duke University: what do people really need as help? Who need help? Why are we able to help the poor when we are not in their situations and we don’t know their realities? His talk about how to really help a community (saying that if you really want to help africans it can be better to send them through some organization the money you would spend going there to do voluntary work) remembered me Peter Singer’s  action The life you can save.

“What did they learn? And did the woman gain anything from the experience?”

 

And, continuing this thought, another reading recommended by the second module of Acumen’s course is written by Kennedy Odede and it is about tours in slums. Kennedy lives in Kibera and he puts two essential questions about those kind of tours:

(after a group of american or european tourists have known the tough reality and poverty of a slum, watching a woman screaming when having birth)

“What did they learn? And did the woman gain anything from the experience?”

The main point for me here is that whenever we understand ourselves of part of the same specie and system, we can understand that helping society actions can be done wherever we are – not necessarily in Africa or India ou in South America.

We should help the whole society to become better itself – with more empathy, dignity, opportunities and basic rights offered for all, not with a domination mind or a colonized approach, but understanding local realities and what can be done to improve those local realities as part of this same system. If we do not understand ourselves as part of this same system there is a risk that people keep making long travels and tours to ‘visit’ a poor reality and engaging with it for some days or months, without really engaging with it for life – what can be done wherever one is, not necessarily in Africa or India or South America.

Another good readings and resources for stimulate discussions about the complexities of ‘doing good’ were:

To Hell with Good Intentions by Ivan Illich
Trading Privilege for Privation, Family Hits a Nerve in South Africa by Lydia Polgreen
KONY 2012

Acumen Essentials #1 [intro to moral imagination and challenges in poverty alleviation]

(for the english version, please scroll down)

Essa semana iniciei o curso Introdução à imaginação moral e os desafios no alívio da pobreza, da Acumen, e logo no primeiro módulo me deparei com uma boa surpresa: uma citação do Rainer Maria Rilke, sobre vivenciar as perguntas.

“… Tente amar as próprias perguntas como se elas fossem quartos trancados
ou livros escritos em uma linguagem muito estrangeira. Não
procure as respostas, que não poderiam ser dadas a você agora,
pois você não seria capaz de vivê-las. E o ponto
é viver tudo. Viva as perguntas agora. Talvez, então,
algum dia no futuro distante, você gradualmente, sem sequer
perceber, viverá o seu caminho para a resposta.”
(Rainer Maria Rilke)

Sinto que esse trecho é daqueles que normalmente já sabemos, mas que precisam ser repetidos várias vezes até que possamos compreendê-los e interiorizá-los de fato.

O primeiro módulo do curso aborda a liderança na visão da Acumen. Para isso, algumas leituras foram recomendadas, como o Manifesto da Acumen e o texto de Rutendo Change, fellow Acumen 2012, sobre liderança na África, intitulado “No ordinary leaders“. Foi um alento reler o manifesto da Acumen e encontrar princípios que de fato desafiam o status quo. Por exemplo:

“Esse manifesto começa por estar com os pobres, ouvindo vozes não ouvidas,
e reconhecendo potenciais onde outros vêem desespero.

Ele demanda o investimento como um meio e não um fim, ousando ir
onde os mercados falharam e a ajuda ficou aquém.
Ele faz o capital trabalhar para nós e não nos controlar.

Ele floresce na imaginação moral: a humildade de ver o mundo
como ele é, e a audácia de imaginar o mundo como ele poderia ser.
É ter a ambição de aprender na margem, a sabedoria para
admitir o fracasso e a coragem de começar de novo.

Ele exige paciência e bondade, superação e garra: uma
esperança afiada. É a liderança que rejeita complacência,
rompe a burocracia e desafia a corrupção.
Fazer o que é certo, não o que é fácil.”
(extraído de http://acumen.org/manifesto/)

Já no texto de Rutendo, ela chama a atenção para as atuais lideranças políticas na África e destaca que, independente dos conflitos eleitorais e partidários recentes, classificados por ela como egoístas e autocentradas, as verdadeiras lideranças para o continente africano não emergirão do contexto tradicional político, mas serão

“determinadas por suas ações para restaurar a esperança, a fé e a dignidade das pessoas;  para reconstruir a nação pela abundância.”
(extraído de No ordinary leaders)

A melhor surpresa do módulo, porém, estava no fim: a TEDTalk de Jacqueline Novogratz, falando sobre imaginação moral, legado, uma vida de imersão e os riscos que lhe são inerentes. Imperdível essa talk. Em primeiro lugar, estou a cada minuto mais encantada com a profundidade dos valores da Acumen. Em tempos onde todas as decisões parecem maleáveis aos desejos do mercado e às ondas do status quo, me dá muito ânimo ver que a turma da vida em imersão e do engajamento cívico está aí, pesquisando e implementando novas estratégias de sobrevivência para o coletivo. A batalha é muito grande para se ir só. E por isso precisamos de líderes, como bem diz Jacqueline. E deixo as palavras dela encerrarem esse post.

“E eu acho que nós entendemos errados quando achamos que o caminho é a renda. O que realmente nos faz nos sentir humanos é sermos visíveis uns aos outros.” (Jacqueline Novogratz)

Inspiring a life of immersion

Este primeiro módulo do curso Introdução à Imaginação Moral já me abasteceu de grandes doses de ânimo e esperança e eu gostaria de encerrar compartilhando o meu momento Aha:

Uma vida de imersão é possível. Ela pode ter mais riscos que uma vida dentro das regras do status quo, mas o maior risco de todos é que um dia nossas vidas chegarão a um fim, e… O que nós teremos feito parao nosso legado?


english version


This week I started the course Intro to moral imagination and challenges in poverty alleviation, offered by Acumen, and right at the beginning of the first module I faced a good surprise: a Rainer Maria Rilke’s quote, about living the questions.

“…try to love the questions themselves as if they were locked
rooms or books written in a very foreign language. Don’t
search for the answers, which could not be given to you now,
because you would not be able to live them. And the point
is to live everything. Live the questions now. Perhaps then,
someday far in the future, you will gradually, without even
noticing it, live your way into the answer.”
(Rainer Maria Rilke)

I feel this statement seems those ones that we normally already acknowledge, but that needed to be repeated many times until we can comprehend and interiorize them.

The course first module treats leadership on Acumen’s vision. In order to do that, they recommended some readings, as Acumen’s Manifesto and Rutendo Change’s post about leadership in Africa, entitled No ordinary leaders. Rutendo was a 2012 Acumen Global Fellow. For me it was a breath of courage to read Acumen’s manifesto and find out principles that really challenge the status quo. i.e.:

At this first module I also surprised myself positively when reading again Acumen’s manifesto and finding principles that really challenge our status quo. i.e.:

“It starts by standing with the poor, listening to voices
unheard, and recognizing potential where others see
despair.

It demands investing as a means, not an end, daring to go
where markets have failed and aid has fallen short. It makes
capital work for us, not control us.

It thrives on moral imagination: the humility to see the world
as it is, and the audacity to imagine the world as it could be.
It’s having the ambition to learn at the edge, the wisdom to
admit failure, and the courage to start again.

It requires patience and kindness, resilience and grit: a
hard-edged hope. It’s leadership that rejects complacency,
breaks through bureaucracy, and challenges corruption.
Doing what’s right, not what’s easy.”
(extracted from http://acumen.org/manifesto/)

In Rutendo’s text, she talks about the present political leaderships in Africa and highlight that independently of recently election e parties contents, named by her as selfish and selfcenteredness, the true leaders for African continent won’t emerge from the traditional political context, but

“will be determined by their actions in restoring the hope, faith and dignity of the people; in rebuilding the nation to abundance.”
(extracted from No ordinary leaders)

The best surprise of this module, therefore, was the last reading: Jacqueline Novogratz’s TEDTalk, talking about moral imagination, legacy, a life of immersion and its inherently risks. This talk is a must watch! First of all, I am every minute more enchanted with the deepness of Acumen values. In a period where all the decisions seem maleable by the market desires e by the waves of maintenance of the status quo, it really excites me see that folks of life of immersion and of civic engagement are there, researching and implementing new survival strategies to the collectivity. the struggle is too big for us to go ahead alone. That is why we need leaders, as well said by Jacqueline. I let that her words bring this post to the end.

And I think we have it all wrong when we think that income is the link. What we really yearn for as human beings is to be visible to each other.” (Jacqueline Novogratz)

Inspiring a life of immersion

 

This first module already fueled me with huge dosis of excitement and hope and I would like to end sharing my Aha moment:

A life of immersion is possible. It may have more risks than a life inside the status quo rules, but the biggest risk is that one day our lives will come to an end and… What would we have done for our legacy?

Acumen Essentials #0

Iniciei esse mês a fazer o curso da Acumen Essentials, chamado Introdução à imaginação moral e desafios no alívio da pobreza. Durante os cinco módulos que percorrerei nas próximas quatro semanas, compartilharei aqui meus aprendizados e notas sobre o curso, em inglês e português (uma vez que o curso é dado em inglês).

Mas… O que é a Acumen?

“Acumen é um fundo sem fins lucrativos, cuja visão é ajudar a construir um mundo além da pobreza através de investimentos em organizações que entregam bens críticos e serviços em água, saúde, moradia, energia, agricultura e educação; líderes que estão pavimentando o caminho para novas aproximações para combater a pobreza; e a propagação de ideias que darão ao mundo o conhecimento e o entendimento para mudar como o mundo enfrenta a pobreza.

Na Acumen, reconhecemos que cumprir a nossa missão de mudar a forma que o mundo enfrenta a pobreza vai exigir de todos nós – uma interconectada comunidade de cidadãos globais equipados com a liderança moral necessária para ir de encontro aos complexos desafios de nossos tempos.  É por isso que investimos no desenvolvimento de lideranças.” (extraído de http://plusacumen.org/about/)

Se você achar interessante, a próxima turma deste curso será aberta no dia 22/04! Basta acessar esse link para ver + informações! Atenção: o curso está disponível em inglês.

This month I started to take the course of Acumen Essentials, called Introduction to moral imagination and challenges in poverty alleviation. During the five modules that will run the next four weeks, I will share here my learnings and notes on the course, in English and Portuguese (once the course is taught in English).

But… What is Acumen?

“Acumen is a non-profit venture fund with a vision to help build a world beyond poverty through investing in companies that deliver critical goods and services in water, health, housing, energy, agriculture, and education; leaders who are paving the way for new approaches to fighting poverty; and the spread of ideas that will give the world the knowledge and the understanding to change how the world tackles poverty.

At Acumen, we recognize that fulfilling our mission to change the way the world tackles poverty will take all of us – an interconnected community of global citizens equipped with the moral leadership needed to meet the complex challenges of our time.  This is why we invest in leadership development.” (extracted from http://plusacumen.org/about/)

 

If you are interested about it, there will be another class for this course, starting on April 22nd! Go and look for it here!