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Meninas de Sinhá: o sonho, a sede – apoie!

Foto da obra da sede do Grupo Cultural Meninas de Sinhá

Foto da obra da sede do Grupo Cultural Meninas de Sinhá

Como eu já disse aqui, em 2012, tive a maravilhosa oportunidade de trabalhar com as Meninas de Sinhá, no Bairro Alto Vera Cruz, em BH- MG. Ao final do trabalho de criação do Regimento Interno, criamos o evento Se essa casa fosse minha, organizado em parceria com a Livraria Mineiriana, e profissionais como Ana Charnizon, André Maciel, Anna Vitória Alkmin e Alex Bretas. O evento foi um passo a mais na direção de compartilhar o sonho delas de ter uma sede e funcionou como um momento de conceituar, coletivamente, o que seria o espaço e o ambiente dessa sede.

No meio do caminho perdemos a inspiradora e fazedora dona Valdete, mas as Meninas de Sinhá e a incansável produtora Patrícia Lacerda não desistiram do sonho: a sede está em obras, graças a apoios variados, como do arquiteto Gui Vasconcelos e do engenheiro Teodomiro Diniz. Para concluir a obra, as Meninas de Sinhá precisam de apoio!

Se você não conhece o trabalho das Meninas de Sinhá, veja essa fala esclarecedora da Dona Valdete no TEDxBeloHorizonte.

 

Se você quer e pode apoiar esse projeto transformador, veja abaixo como.

1. Doe um dos seguintes materiais para a obra:

Argamassa AC II ou AC III
Rejunte para cerâmica cor branca, cinza e marrom
70m2 de forro em gesso
Lata de selador para parede interna (3 latas de 18L)
Lata Massa corrida (7 latas de 28kg)
Lata de tinta latéx parede interna (branca)
Lata de tinta para piso (cinza)
Lata de grafiato (área externa)
Espelho grande para banheiro
Material elétrico variado (lustres, lâmpadas, tomadas, apagadores, fios etc)
Madeiras para pergolado

Entre em contato comigo pelo email [email protected] ou diretamente com a produtora Patrícia Lacerda pelo email [email protected] para saber aonde efetuar as doações!

 

2. Doe dinheiro para a compra desses materiais. Deposite qualquer valor na conta do Grupo Cultural Meninas de Sinhá:

Banco: Caixa
Agência: 0093 operação: 003
Conta: 561-6
Por favor envie o comprovante da doação para [email protected] .

Conheça o Índice de Progresso Social

Essa semana tive uma grata surpresa! Descobri que o Índice de Progresso Social (IPS) já está sendo aplicado no Brasil por meio da Rede Progresso Social Brasil. Fiquei feliz, pois tinha conhecido o índice durante o TEDGlobal 2014, que aconteceu no Rio, onde uma das palestras que mais me chamou a atenção foi a do Michael Green, falando sobre esse tal índice de progresso social.

Porque esse índice é interessante? Porque ele mede o desenvolvimento de uma sociedade por indicadores ambientais e sociais, de uma forma que que indicadores como o PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo, são incapazes de medir. O IPS foi desenvolvido pelo Social Progress Imperative, organização sem fins lucrativos fundada em 2012, nos Estados Unidos, que compreende tanto o Índice de Progresso Social como a Rede Progresso Social. A organização tem o patrocínio de organizações como Skoll Foundation, Avina, Rockefeller Foundation, Deloitte, Cisco e Compartamos.

No Brasil, o IPS é representado pela Rede Progresso Social Brasil, que está organizando capacitações gratuitas para consultores que desejem consolidar o Índice, futuramente. A primeira capacitação ocorre essa semana, entre os dias 11 e 14/05/15, em São Paulo.

+ sobre o Índice de Progresso Social

O Índice de Progresso Social compreende três dimensões:

  • Necessidades Humanas Básicas
  • Fundamentos do Bem Estar
  • Oportunidades

Cada uma dessas componentes compreende quatro componentes, e, ao todo, os doze componentes abrigam 54 indicadores sociais e ambientais (veja-os na imagem abaixo).

retirado de http://www.progressosocial.org.br/que-mostra/

retirado de http://www.progressosocial.org.br/que-mostra/

 

O Índice de Progresso Social já foi aplicado na Amazônia, em uma iniciativa chamada IPS Amazônia, liderada pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), como forma de “avaliar a situação da sociedade amazônica a partir de uma nova visão, diferente das medições feitas por meio do PIB e do IDH” (IPS Amazônia). Nessa iniciativa, o Índice foi calculado para os 772 municípios que estão na região amazônica, com o objetivo de achar o equilíbrio entre a necessidade de acelerar o progresso social, acabar com a pobreza e permitir que todos tenham acesso a uma vida plena, enquanto protegem o meio ambiente.

 

Call to action

Se de um lado o site da Rede Progresso Social Brasil ainda não aponta formas objetivas de se colaborar com a Rede ou de aplicar o Índice, eles tem uma página destinada à chamada para a ação, e achei isso interessante.

Na página Junte-se a nós! , é possível manifestar interesse em apoiar de alguma forma a Rede. Ainda acho que as formas de apoio estão pouco claras, mas torço para que isso mude rápido.

 

Vamos ficar ligados para acompanhar os desdobramentos da aplicação desse Índice na América do Sul – pode ser uma grande oportunidade para mapearmos nossos maiores desafios rumo à justiça social.

Como criar eventos interessantes? Aprendizados sobre a experiência TED e TEDx

O que diferencia eventos como TED e TEDx de eventos tradicionais?

Recentemente uma amiga me perguntou se havia algum material estratégico sobre os eventos TEDx. Fiquei pensando se podemos encontrar em algum lugar um único documento que fale sobre o que distingue eventos TEDx da maioria dos outros eventos e, como não achei esse material, resolvi escrever esse post para apresentar, de forma simplificada, os destaques dos eventos TED e TEDx, e também de outros eventos que já participei da organização, como a Virada Educação.

Além dos pontos citados abaixo, sugiro sempre passear pelo blog de Inovações em eventos TEDx, que traz experiências interessantes, caso a caso: TEDx Innovations.

Sobre criar uma experiência…

Também conhecido como emotional design, ou, design emocional, o desenho de eventos que pretendem gerar um sentimento de “que experiência única foi estar nesse evento!!!” para a audiência, deve levar em conta exatamente a experiência que os participantes terão. Eles não estão indo apenas a um evento, eles vivenciarão uma experiência! Eles vão se lembrar do cheiro do lugar (como eu me lembro até hoje do cheiro das comidas do TEDxSummit, que aconteceu em Doha em 2012, para organizadores de TEDx do mundo todo), dos novos relacionamentos que fizeram, e, principalmente, de como se sentiram naquele lugar. O TED é mestre em criar boas experiências, e isso acontece desde o pré-evento até o pós-evento, com algumas ações interessantes que passam por fazer o participante se sentir especial e bem vindo, e, principalmente, por estimular o envolvimento dos participantes na comunidade de participantes. Vamos detalhar essas ações nos próximos itens.

Faça o participante (a audiência) do seu evento se sentir especial

Construa uma audiência diversificada

No caso do TED, isso é feito de várias formas. Em primeiro lugar, a audiência de todos os eventos TED é curada: ou seja, o participante preenche uma ficha falando mais dele, e o TED avalia o quanto essa pessoa tem a ver com o evento TED, o quanto ela contribuirá para a criação de um ambiente diverso e dinâmico e qual o potencial dela compartilhar o que vivenciou após o evento. Nos eventos TEDx, o processo de curadoria de audiência fica a cargo de cada evento: a maioria dos eventos realiza essa curadoria, mas alguns optam por realizar a inscrição por ordem de cadastro. Pensando na organização de seu evento, os critérios de seleção da audiência são totalmente variáveis de acordo com o evento, mas uma coisa é certa: uma audiência diversificada é um grande fator de sucesso para se criar conexões interessantes e uma experiência inesquecível para todos.

Fale com o participante do seu evento

A partir do momento que o participante do seu evento se inscreveu em seu evento e teve a presença confirmada, vocês tem o contato um do outro e vocês podem iniciar um relacionamento. Claro, o relacionamento já foi iniciado quando ele viu o site do seu evento, se interessou e se cadastrou, mas agora, oficialmente, vocês estão em um relacionamento sério. Aqui vale planejar quantos emails serão enviados da inscrição até o dia do evento. Esses emails servem para tirar dúvidas sobre a programação e o tom do evento – será um evento mais ou menos formal? Devo me preparar para ficar o dia todo? Tudo bem se eu sair e voltar durante o evento? Naturalmente, sempre pode haver flexibilidade, mas, normalmente, quanto mais as pessoas se dedicam para aquela experiência, mais elas tiram daquela experiência – é legal deixar isso claro para o seu participante e se dedicar ao máximo para construir a melhor experiência possível para ele do lado da organização. Isso inclui falar com a audiência no dia do evento, desde a recepção até a saída, estimulando-a a se relacionar, a conhecer os ambientes disponíveis, a aproveitar o máximo da programação existente.

Quanto mais a pessoa sabe sobre o evento que vai participar, mais ela pode se preparar e no dia terá mais chances de estar à vontade para “dar tudo de si”! 🙂

Estimule a comunidade!

Quando falamos de evento e de audiência, estamos falando de um grupo diversificado que compartilha afinidades. Raramente, no espaço de um evento, um participante terá a oportunidade de conhecer todos os outros participantes do evento. Ainda assim, pode conhecer algumas pessoas rapidamente e se esquecer de trocar contatos. Então, porque não facilitar esse contato? As trocas e os relacionamentos que nascem em um evento bacana podem ser surpreendentes e daí podem nascer várias novas ideias e iniciativas. Há diversas formas de se estimular a interação de uma comunidade.

Coloque as pessoas em contato

Em primeiro lugar, para que relacionamentos aconteçam, é importante criar o ambiente para isso. Participantes inscritos, vale criar um grupo no Facebook, Google Groups ou Google + para que os participantes possam começar a se conhecer e compartilhar dúvidas comuns sobre o evento.

Estimule a conversa – quebre o gelo!

Não é todo mundo que entra em um grupo de desconhecidos e sai se apresentando. Para estimular que isso aconteça, vale estimular o grupo com um post de apresentação de algumas pessoas da organização e também com algumas perguntas e respostas que possam interessar a todo mundo, como por exemplo, perguntar sobre como a pessoa vai para o evento (meio de locomoção), estimular caronas, hospedagens camaradas, e instigar a audiência sobre as expectativas para o evento. Durante o evento, vale lembrar a todos que o grupo está ativo e deixar claro como a pessoa deve fazer para participar.

Incentive a criação da comunidade por meio do financiamento coletivo

No caso da Virada Educação, um fator que impulsionou a criação de uma comunidade ativa e colaborativa, foi a nossa campanha de financiamento coletivo, realizada no Catarse. Não que seja fácil captar dinheiro e realizar uma campanha dessas – elas exigem bastante engajamento de toda a equipe e do máximo possível de parceiro -, mas, uma vez que elas existem, se tornam um ótimo meio de mobilizar mais pessoas que compartilham da causa – tanto que contribuíram para ela acontecer! Essas pessoas – e aí falo também como apoiadora de vários projetos de financiamento coletivo – sempre terão interesse em saber mais do evento e compartilhá-lo em suas redes e se tornam pessoas muito especiais para a realização de um evento.

Encerre com chave de ouro!

Ou seja, comemore o fim do evento, compartilhe a alegria de ter recebido seus convidados com eles e, alguns dias depois, porque não enviar um email dizendo como foi bom recebê-los, dizendo aonde podem encontrar fotos do evento, apresentações dos palestrantes e estimulando-os, mais uma vez, a se manterem em contato via comunidade online.

Para todas as ações acima e todas as demais: planeje e envolva!

Planeje!

Para que o participante possa estar à vontade para vivenciar uma experiência bacana, é legal que ele se sinta seguro. Normalmente, as pessoas se sentem segurar em um evento quando percebem que há uma organização e que esta organização está atenta ao evento. E essa sensação acontece quando essa organização de fato existe: uma equipe organizadora que se comunica, que planeja o passo a passo do evento, pensa em como quer que cada participante se sinta e no que pode criar para propiciar isso, é fundamental para a criação de uma boa experiência para a equipe organizadora e para a audiência do evento.

Envolva!

Já falamos acima sobre como envolver os participantes no pré e no pós evento. Mas ainda faltam dois itens importantes sobre envolvimento.

Envolva seus parceiros em seus eventos!

O melhor parceiro que há, seja ele prestador de serviço, patrocinador, palestrante ou co-realizador, é o que se interessa genuinamente pela causa do evento. Ele quer ver acontecer, ele quer participar visceralmente. Muitas vezes, organizadores de evento perdem chances valiosas de se ter esse envolvimento por não ouvir ou dar espaço para que esses parceiros se manifestem. Se você tem esse espaço e está a fim dessas colaborações, deixe isso claro desde o início: apresente a sua causa para os seus parceiros: porque esse evento está sendo organizado, porque o seu olho brilha ao falar dele, e busque entender os pontos em comum com os seus parceiros. Toda construção compartilhada é mais trabalhosa, mas é também muito mais satisfatória.

Vale destacar uma coisa básica: esse envolvimento vale, antes de tudo, para a sua equipe organizadora. Uma equipe alinhada e que compartilhe da mesma empolgação para organizar o evento – mesmo que por motivos diversos – é um ótimo começo para se construir uma experiência bacana para todas as partes envolvidas. Ou seja: se dedique a conhecer, entender e envolver a sua equipe.

No caso da Virada Educação, podemos dizer que o evento só foi possível por causa desse envolvimento de parceiros que, literalmente, fizeram o evento acontecer conosco!

Crie ambientes de envolvimento durante o evento

Isso significa: dê tempo e espaço para os participantes e parceiros e equipe organizadora interagirem durante o evento. Não adianta fazer um super evento, manter a comunidade ativa e se relacionando antes do evento, trazer as paixões dos parceiros à tona e, na hora do evento, dispor de apenas 15 minutos de intervalo em um corredor apertado para as pessoas interagirem. A não ser que isso faça parte da experiência que se deseja criar para os participantes. Rsrsrs… Se você quiser que cada participante se sinta relaxado, envolvido e interessado, crie ambientes para isso. Ambientes com espaço para o descanso, para se conhecer novas pessoas, para se fazer uma ligação ou comer alguma coisa.

Bom, esses são alguns dos meus aprendizados após ir em eventos TEDGlobal, TEDActive, TEDxSummit e TEDx, e ser co-organizadora dos TEDxBeloHorizonte 2012, 2013 e 2014 e de outros eventos como o Se essa rua fosse minha, 2012, o Café com pRosa BH, 2013, a Virada Educação, 2014.

Ouço sobre várias outras experiências interessantes causadas por eventos como:

Ao longo do tempo, compartilharei nesse blog outros eventos e aprendizados interessantes.

Acumen Essentials #2: Como fazer o bem? [How to do good?]

I am now concluding the second module of the course Acumen Essentials: Intro to moral imagination and challenges in poverty alleviation.

How to do good?

This second module is called How to do good? and brings interesting perspectives about the difference between good intentions and good results, the complexities of each cause and the responsibilities of those who advocate for a cause.

One of the interesting resources contained in this module is Chimamanda Adichie’s TEDTalk, which I have already shared here before. It is called “The danger of a single story” and it is a must see!!!

Another interesting reflection was the question “What might be wrong with ‘helping the poor’?”.

To answer this question I would bring what Boniface Mwangi told so well in his meeting in Duke University: what do people really need as help? Who need help? Why are we able to help the poor when we are not in their situations and we don’t know their realities? His talk about how to really help a community (saying that if you really want to help africans it can be better to send them through some organization the money you would spend going there to do voluntary work) remembered me Peter Singer’s  action The life you can save.

“What did they learn? And did the woman gain anything from the experience?”

 

And, continuing this thought, another reading recommended by the second module of Acumen’s course is written by Kennedy Odede and it is about tours in slums. Kennedy lives in Kibera and he puts two essential questions about those kind of tours:

(after a group of american or european tourists have known the tough reality and poverty of a slum, watching a woman screaming when having birth)

“What did they learn? And did the woman gain anything from the experience?”

The main point for me here is that whenever we understand ourselves of part of the same specie and system, we can understand that helping society actions can be done wherever we are – not necessarily in Africa or India ou in South America.

We should help the whole society to become better itself – with more empathy, dignity, opportunities and basic rights offered for all, not with a domination mind or a colonized approach, but understanding local realities and what can be done to improve those local realities as part of this same system. If we do not understand ourselves as part of this same system there is a risk that people keep making long travels and tours to ‘visit’ a poor reality and engaging with it for some days or months, without really engaging with it for life – what can be done wherever one is, not necessarily in Africa or India or South America.

Another good readings and resources for stimulate discussions about the complexities of ‘doing good’ were:

To Hell with Good Intentions by Ivan Illich
Trading Privilege for Privation, Family Hits a Nerve in South Africa by Lydia Polgreen
KONY 2012

Acumen Essentials #1 [intro to moral imagination and challenges in poverty alleviation]

(for the english version, please scroll down)

Essa semana iniciei o curso Introdução à imaginação moral e os desafios no alívio da pobreza, da Acumen, e logo no primeiro módulo me deparei com uma boa surpresa: uma citação do Rainer Maria Rilke, sobre vivenciar as perguntas.

“… Tente amar as próprias perguntas como se elas fossem quartos trancados
ou livros escritos em uma linguagem muito estrangeira. Não
procure as respostas, que não poderiam ser dadas a você agora,
pois você não seria capaz de vivê-las. E o ponto
é viver tudo. Viva as perguntas agora. Talvez, então,
algum dia no futuro distante, você gradualmente, sem sequer
perceber, viverá o seu caminho para a resposta.”
(Rainer Maria Rilke)

Sinto que esse trecho é daqueles que normalmente já sabemos, mas que precisam ser repetidos várias vezes até que possamos compreendê-los e interiorizá-los de fato.

O primeiro módulo do curso aborda a liderança na visão da Acumen. Para isso, algumas leituras foram recomendadas, como o Manifesto da Acumen e o texto de Rutendo Change, fellow Acumen 2012, sobre liderança na África, intitulado “No ordinary leaders“. Foi um alento reler o manifesto da Acumen e encontrar princípios que de fato desafiam o status quo. Por exemplo:

“Esse manifesto começa por estar com os pobres, ouvindo vozes não ouvidas,
e reconhecendo potenciais onde outros vêem desespero.

Ele demanda o investimento como um meio e não um fim, ousando ir
onde os mercados falharam e a ajuda ficou aquém.
Ele faz o capital trabalhar para nós e não nos controlar.

Ele floresce na imaginação moral: a humildade de ver o mundo
como ele é, e a audácia de imaginar o mundo como ele poderia ser.
É ter a ambição de aprender na margem, a sabedoria para
admitir o fracasso e a coragem de começar de novo.

Ele exige paciência e bondade, superação e garra: uma
esperança afiada. É a liderança que rejeita complacência,
rompe a burocracia e desafia a corrupção.
Fazer o que é certo, não o que é fácil.”
(extraído de http://acumen.org/manifesto/)

Já no texto de Rutendo, ela chama a atenção para as atuais lideranças políticas na África e destaca que, independente dos conflitos eleitorais e partidários recentes, classificados por ela como egoístas e autocentradas, as verdadeiras lideranças para o continente africano não emergirão do contexto tradicional político, mas serão

“determinadas por suas ações para restaurar a esperança, a fé e a dignidade das pessoas;  para reconstruir a nação pela abundância.”
(extraído de No ordinary leaders)

A melhor surpresa do módulo, porém, estava no fim: a TEDTalk de Jacqueline Novogratz, falando sobre imaginação moral, legado, uma vida de imersão e os riscos que lhe são inerentes. Imperdível essa talk. Em primeiro lugar, estou a cada minuto mais encantada com a profundidade dos valores da Acumen. Em tempos onde todas as decisões parecem maleáveis aos desejos do mercado e às ondas do status quo, me dá muito ânimo ver que a turma da vida em imersão e do engajamento cívico está aí, pesquisando e implementando novas estratégias de sobrevivência para o coletivo. A batalha é muito grande para se ir só. E por isso precisamos de líderes, como bem diz Jacqueline. E deixo as palavras dela encerrarem esse post.

“E eu acho que nós entendemos errados quando achamos que o caminho é a renda. O que realmente nos faz nos sentir humanos é sermos visíveis uns aos outros.” (Jacqueline Novogratz)

Inspiring a life of immersion

Este primeiro módulo do curso Introdução à Imaginação Moral já me abasteceu de grandes doses de ânimo e esperança e eu gostaria de encerrar compartilhando o meu momento Aha:

Uma vida de imersão é possível. Ela pode ter mais riscos que uma vida dentro das regras do status quo, mas o maior risco de todos é que um dia nossas vidas chegarão a um fim, e… O que nós teremos feito parao nosso legado?


english version


This week I started the course Intro to moral imagination and challenges in poverty alleviation, offered by Acumen, and right at the beginning of the first module I faced a good surprise: a Rainer Maria Rilke’s quote, about living the questions.

“…try to love the questions themselves as if they were locked
rooms or books written in a very foreign language. Don’t
search for the answers, which could not be given to you now,
because you would not be able to live them. And the point
is to live everything. Live the questions now. Perhaps then,
someday far in the future, you will gradually, without even
noticing it, live your way into the answer.”
(Rainer Maria Rilke)

I feel this statement seems those ones that we normally already acknowledge, but that needed to be repeated many times until we can comprehend and interiorize them.

The course first module treats leadership on Acumen’s vision. In order to do that, they recommended some readings, as Acumen’s Manifesto and Rutendo Change’s post about leadership in Africa, entitled No ordinary leaders. Rutendo was a 2012 Acumen Global Fellow. For me it was a breath of courage to read Acumen’s manifesto and find out principles that really challenge the status quo. i.e.:

At this first module I also surprised myself positively when reading again Acumen’s manifesto and finding principles that really challenge our status quo. i.e.:

“It starts by standing with the poor, listening to voices
unheard, and recognizing potential where others see
despair.

It demands investing as a means, not an end, daring to go
where markets have failed and aid has fallen short. It makes
capital work for us, not control us.

It thrives on moral imagination: the humility to see the world
as it is, and the audacity to imagine the world as it could be.
It’s having the ambition to learn at the edge, the wisdom to
admit failure, and the courage to start again.

It requires patience and kindness, resilience and grit: a
hard-edged hope. It’s leadership that rejects complacency,
breaks through bureaucracy, and challenges corruption.
Doing what’s right, not what’s easy.”
(extracted from http://acumen.org/manifesto/)

In Rutendo’s text, she talks about the present political leaderships in Africa and highlight that independently of recently election e parties contents, named by her as selfish and selfcenteredness, the true leaders for African continent won’t emerge from the traditional political context, but

“will be determined by their actions in restoring the hope, faith and dignity of the people; in rebuilding the nation to abundance.”
(extracted from No ordinary leaders)

The best surprise of this module, therefore, was the last reading: Jacqueline Novogratz’s TEDTalk, talking about moral imagination, legacy, a life of immersion and its inherently risks. This talk is a must watch! First of all, I am every minute more enchanted with the deepness of Acumen values. In a period where all the decisions seem maleable by the market desires e by the waves of maintenance of the status quo, it really excites me see that folks of life of immersion and of civic engagement are there, researching and implementing new survival strategies to the collectivity. the struggle is too big for us to go ahead alone. That is why we need leaders, as well said by Jacqueline. I let that her words bring this post to the end.

And I think we have it all wrong when we think that income is the link. What we really yearn for as human beings is to be visible to each other.” (Jacqueline Novogratz)

Inspiring a life of immersion

 

This first module already fueled me with huge dosis of excitement and hope and I would like to end sharing my Aha moment:

A life of immersion is possible. It may have more risks than a life inside the status quo rules, but the biggest risk is that one day our lives will come to an end and… What would we have done for our legacy?

Sobre o que está funcionando (What’s working, by HuffPost)

Na última sexta, 06/02/15, Ariana Huffington publicou um post sobre a nova iniciativa de seu canal de comunicação (HuffPost), a qual ela já havia anunciado em Davos em janeiro. Partindo de argumentos diversos, que vão desde pesquisa realizada pelo professor e autor Jonah Berger (o qual tive a honra de conhecer quando trabalhei preparando palestrantes para o evento Think with Google São Paulo 2013) até a proximidade existente entre a atual cobertura da mídia e os números da vida real, Ariana apresenta com convicção o What’s Working (em tradução livre, “O que está funcionando”).

Segundo ela, o objetivo da editoria global do HuffPost é aumentar a cobertura do que está funcionando no mundo, indo contra a premissa que guiou o pensamento editorial por anos, segundo Ariana: “se sangra, gera leads” (if it bleeds, it leads).

Em seu post, ela cita o psicólogo de Harvard, Steven Pinker, que em seu livro Better Angels of Our Nature: Why Violence Has Declined (Os anjos bons da nossa natureza: porque a violência diminuiu) diz que vivemos hoje no período menos cruel e violento da história humana.

Ela também cita dados relativos à criminalidade, mostrando que mesmo com um declínio de 40% dos homicídios na década de 1990, as coberturas de assassinato na mídia aumentaram mais de 500%.

Outra pesquisa interessante citada é a de Jonah Berger, que demonstra que boas notícias são mais compartilhadas do que aquelas negativas nas redes sociais.

Gostei dessa iniciativa e espero que possamos ver indicadores positivos em breve.

“Apenas mostrar tragédia, violência, caos – se concentrando no que está quebrado e que não está funcionando – perde muito do que está acontecendo ao nosso redor. E que tal focar em como as pessoas estão respondendo a estes desafios, como eles estão se unindo, mesmo em meio à violência, pobreza e perda? E todas as outras histórias de inovação, criatividade, engenhosidade, compaixão e graça? Se nós, nos meios de comunicação só mostramos o lado escuro, estamos falhando em nossos trabalhos.” (Ariana Huffington)

 ps: o interesse de Ariana em demonstrar outros lados do mesmo cenário e não apenas uma história única, me lembrou da palestra brilhante de Chimamanda Adichie no TED: O perigo de uma história única.