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Arquivo para Notas de leituras - ventilando pensamentosventilando pensamentos

Pedagogia da Autonomia: responsabilidade ética

“E é no domínio da decisão, da avaliação, da liberdade, da ruptura, da opção, que se instaura a necessidade da ética e se impõe a responsabilidade. A ética se torna inevitável e sua transgressão possível é um desvalor, jamais uma virtude. (…)

Como presença consciente no mundo não posso escapar à responsabilidade ética no meu mover-me no mundo.

(…) O livro com que volto aos leitores é um decisivo não a esta ideologia que nos nega e amesquinha como gente”.

(Paulo Freira, Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa)

Pedagogia da Autonomia: as injustiças

“Daí a crítica permanentemente presente em mim à malvadez neoliberal, ao cinismo de sua ideologia fatalista e a sua recusa inflexível ao sonho e à utopia.

Daí o tom de raiva, legítima raiva, que envolve o meu discurso quando me refiro às injustiças a que são submetidos os esfarrapados do mundo.”

(Paulo Freira, Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa)

More notes about Rework

I have just finished to read Rework (a gift from my brother, Felipe – thanks, my dear).

On my last post I picked up some parts to share here, on this one I will talk about my impressions on the last chapters. Later on I will translate both posts (English-Portuguese-English).

First of all, few words that I let miss on my first post. Having worked in a startup before (who doesn’t, being a young adult in 2016? ~joke~), I couldn’t agree more on the sections that are 100% advice to new businesses. Yes. You listened well, new businesses, not startups. As the authors say (page 56), “startup is a magical place. It’s a place where expenses are someone’s else problem. It’s a place where that pesky thing called revenue is never an issue. (…) It’s a place where the laws of business physics don’t apply”. This advice plus the “Outside money is a plan Z” should be listened carefully by each business owner wannabe. A friend of mine, a real serial-entrepreneur, had already told me before about the odds of being invested (like focusing more on what investors want than on what customers want), and it was nice to read it again here, with this clarity.

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Notas sobre Rework

Estou lendo Rework, livro de Jason Friedrich e David Heinemeier Hansson, fundadores da 37 signals (empresa que criou o Basecamp, entre vários outros negócios). O livro é de 2010 e fala sobre a forma como a 37signals trabalha, sugerindo que podemos trabalhar de outras formas, menos burocráticas e mais intencionais, menos seguindo o que dizem os livros de administração e aplicando percepções mais humanas que fazem sentido para o negócio. Muitas das sugestões bebem da filosofia lean (enxuta). O modelo de capítulos bem curtos e objetivos faz a leitura ser rápida,  mas acaba por ser meio repetitivo. Em sua maioria, o conteúdo é bacana e compartilho aqui alguns trechos que achei interessantes.

Ignore the real world

‘That would never work in the real world.’ You hear it all the time when you tell people about a fresh idea.
This real world sounds like an awfully depressing place to live. It’s a place where new ideas, unfamiliar approaches, and foreign concepts always lose. The only things that win are what people already know and do, even if those things are flawed and inneficient.” (page 13)

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Resista e prospere!

Gostei muito do texto Resista e prospere*, escrito pelo Yancey Strikler, CEO e co-fundador do Kickstarter, plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) dos Estados Unidos. O texto é de novembro de 2015, mas consegui chegar a ele nas minhas leituras durante o recesso de fim de ano.**

“Andar por Nova Iorque e ver um banco em cada esquina é depressivo, mas o reino da monocultura é impermanente. Na medida em que mais pessoas desafiam o status quo, a mudança vai faiscar e se espalhar. A falsidade e a corrupção da busca de lucro acima de tudo são óbvias até para quem a pratica. Uma nova abordagem baseada na diversidade de pensamento e de experiências pode e vai prosperar.”***

#fuckthemonoculture

 

*Tradução livre do título: Resist and thrive
**Também aproveitei o fim de ano para voltar a postar no Medium, neste canal aqui.
***Tradução livre deste trecho: “Walking around NYC and seeing a bank on every corner is depressing, but the monoculture’s reign is impermanent. As more of us challenge the status quo, change will spark and spread. The hollowness and corruption of the pursuit of profit above all is obvious to even those who practice it. A new approach founded on a diversity of thought and experience can and will thrive.”

Notas sobre a esquerda

“Esquerda é toda posição política que promove todos (ou a grande maioria dos) seguintes objetivos: luta contra a desigualdade e a discriminação sociais, por via de uma articulação virtuosa entre o valor da liberdade e o valor da igualdade; defesa forte do pluralismo, tanto na mídia como na economia, na educação e na cultura; democratização do Estado por via de valores republicanos, participação cidadã e independência das instituições, em especial, do sistema judicial; luta pela memória e pela reparação dos que sofreram (e sofrem) formas violentas de opressão; defesa de uma concepção forte de opinião pública, que expresse de modo equilibrado a diversidade de opiniões; defesa da soberania nacional e da soberania nacional de outros países; resolução pacífica dos conflitos internos e internacionais.”

 

Boaventura Sousa Santos elenca, lucidamente, o que significa esquerda no mundo hoje, em uma relevante entrevista à Folha, publicada na edição deste domingo, 30/08/2015.

Brasil: uma biografia [notas de leitura]

Logo no começo do livro da Heloísa Starling e Lília Schwarcz (Brasil: uma biografia, Cia das Letras) e já impressionada com essa leitura que diz tanto de nós, sociedade brasileira.

Compartilharei aqui alguns trechos ao longo da leitura – que é longa.

Apesar de não existirem formas de discriminação no corpo da lei, os pobres e, sobretudo, as populações negras são ainda os mais culpabilizados pela Justiça, os que morrem mais cedo, têm menos acesso à educação superior pública ou a cargos mais qualificados no mercado de trabalho. (…) não há como esquecer também os tantos processos de exclusão social. Eles se expressam nos acessos ainda diferentes a ganhos estruturais no lazer, no emprego, na saúde e nas taxas de nascimento, ou mesmo nas intimidações e batidas cotidianas da polícia, mestra nesse tipo de linguagem de cor. (P. 15)