não precisamos ser pequenas para que outras pessoas possam ser grandes

Recebi o email da série “How we’ll win”, feita pela Quartz, sobre equidade de gênero, e recomendo muito a entrevista com Pramila Jayapal.  Ela é indiana e a primeira asiática-americana a ter um lugar no Congresso estadunidense. Em uma época em que ainda enfrentamos muitas disparidades de gênero na sociedade (principalmente contra as pessoas que fazem parte dos chamados grupos interseccionais, como mulheres negras, mulheres trans, mulheres homossexuais, mulheres pobres, mulheres com deficiência) e que isso pode ser usado de forma agressiva ou sutil para desqualificar o trabalho de uma mulher <haja visto os ataques que a professora Jacqueline Muniz, especialista em segurança pública pela UFF, recebeu após sua aparição na Globo News>, é sempre importante lembrar ao mundo a importância de se falar de feminismo e sempre importante lembrar às mulheres que, apesar de muitas vezes a sociedade querer dizer o contrário, “nós não precisamos ser pequenas para que outras pessoas possam ser grandes” (tradução livre da entrevista).

Abaixo alguns trechos que me marcaram e no link a entrevista completa.

“My big idea is that democracy can only work properly if you have truly representative people at the table.”

“I think that when you’re doing hard work, especially surrounding civil and immigrant rights, these are things that if they were easy, they would be already done. This is a long game, and you have to believe in your core that you can make progress.”

“a great place to start would be equal pay, period. Women earn between 54 and 80 cents for every dollar earned by men.”

“I was going through a really difficult time in my life, and I had a therapist who said something to me that I’ll never forget, and I continue to tell other people: “You don’t have to be small in order for somebody else to be big.” I think this is particularly important, especially for a lot of women and young women, who sometimes fear their own power. We should realize that we can actually exhibit all of that power. And if somebody is intimidated by it, then let them be intimidated by it.”

E, numa nota super pessoal, adorei a mensagem que ela ressaltou que gostaria de ter acreditado antes em sua carreira:

“I wish I had believed something I saw on a t-shirt recently: “Not all those who wander are lost.””

Com a minha trajetória profissional super diversa, levei um tempo até entender que tudo estava conectado e que tudo bem vagar por aí traçando o próprio caminho. De certa forma, meu pai me disse isso logo que decidi sair do meu primeiro emprego para trabalhar com negócios sociais e minhocas:

“Minha filha, seu avô já dizia, é melhor andar à toa do que ficar à toa”.

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