sete por cento

sete por cento. você faz parte dos sete por cento da população que o resto da população odeia. feministas. as feministas vitimistas. você é a minoria. disse o dono daquele timbre de voz alto, rasgante, chatíssimo, repetitivo. ele se repetiu por horas e horas, entre você tem razão e você está errada, eu falo e você comenta, qual a sua formação para falar isso? não existe racismo nem patriarcado, falar de machismo é demais, por favor. e sim, como empresário posso contratar quem eu quiser, inclusive mais homens do que mulheres, depois que as últimas mulheres que contratei resolveram engravidar, de propósito. de propósito, e isso está documentado, entendeu? mas se eu tiver um negro e um branco na minha frente, contrato o melhor, entendeu? não faço distinção. não há racismo. e não vivemos numa sociedade escravocrata. qual a bibliografia que diz que somos uma sociedade patricarcal e escravocrata? você estava lá pra dizer? ela não tem dados, não tem argumentos, não tem formação, por isso foge da discussão, ele continuou, na minha frente, sem, no entanto olhar pra mim, nem me deixar falar, nem me ouvir enquanto eu insistia em falar. ela é louca. agora, o homem, que nasceu homem, quer obrigar outro cara a chamá-lo de XYZ. ninguém é obrigado a chamar ninguém de outro nome, se ele nasceu homem tem que ser chamado por aquele nome. você não entende, não tem formação pra isso, não tem dados. e vem com vitimismo. louca. concluiu, brilhantemente.

então que me incendeie.

#metaconversa sofrida na semana do #diainternacionaldamulher

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