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[Fichamento] La ofensiva del capital y el ocaso del progresismo en el Mercosur

Este post contém trechos (traduzidos livremente) do texto La ofensiva del capital y el ocaso del progresismo en el Mercosur, de Antonio Elías, publicado nos Cadernos do Pensamento Crítico Latinoamericano | número 34 | Maio de 2016 | Segunda Época.

“El capitalismo se puede sostener, pero la tragedia humana va a ser peor. El capitalismo de mañana necesariamente va a ser peor que el de hoy. No hay una predestinación a su desaparición, para ello se requiere una intervención consciente de la humanidad a través de los movimientos sociales y políticos.” Reinaldo Carcanholo

PROBLEMATIZAÇÃO

O texto de Antonio Elias problematiza as seguintes questões: qual deveria ser a inserção internacional dos países que hoje integram o Mercosul?, e para onde a interação entre os governos dos países membros do Mercosul está direcionando esses países?

Percurso histórico: a ofensiva do capital transnacional

  —> 1a. Fase: Anos 1970 a meados de 1980 | modelo de acumulação de capital  | redução ao mínimo dos estados de bem-estar do continentes | governos autoritários para destruir a capacidade de resistência dos trabalhadores e das forças políticas que os representavam | redução do salário real, baixa dos impostos do capital, abertura das economias de forma unilateral, liberalização de fluxos financeiros.
  —> 2a. Fase:  Meados de 1980 aos anos finais de 1990 | ditaduras depostas no marco da crise da dívida externa | as políticas econômicas implementadas por governos democráticos tem por referência o Consenso de Washington | modelo econômico neoclássico, com clara orientação de mercado com abertura externa, assumindo a teoria das vantagens comparativas pela qual o livre mercado levaria à convergência das economias.
—> 3a. Fase: início do século vinte e um | reformas institucionais de segunda geração, buscando viabilizar os objetivos do Consenso de Washington (não realizados na década anterior) | busca-se estabilidade econômica dando-se autonomia aos Bancos Centrais
  —> 4a. Fase: década de 2010 | a crise nos países centrais não deteve a ofensiva do capital através da penetração das empresas transnacionais na maioria dos mercados do continente americano | por meio de novos tratados multilaterais (Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica, TPP; Associação Transatlântica de Comércio e Investimento, TTIP; Trade in Services Agreement, TiSA) os Estados Unidos buscam consolidar seu modelo de acumulação e garantir os mercados de suas principais áreas de influência, ao mesmo tempo em que tentam frear o avanço de China e Rússia.

O MERCOSUL E SUAS LIMITAÇÕES

  • Tratado de Assunção (26/03/1991): extensão ao plano regional de estratégias de abertura, monetaristas e anti-estadistas vigentes nos países signatários.
  • Protocolo Complementar (dezembro de 1994, em Ouro Preto): união aduaneira imperfeita, que reafirma o compromisso dos Estados Partes do Mercosul de negociar de forma conjunta acordos de natureza comercial com países terceiros ou agrupamentos de países fora da zona do Mercosul.
  • Países com os quais se mantêm acordos vigentes: Chile, Bolívia, México, Peru, Israel, India e Egito.
  • Não há um mercado ampliado efetivo e não se resolveram as grandes assimetrias existentes, as quais se agravaram como consequência, entre outros aspectos, de políticas cambiais contraditórias na região e da falta de coordenação de políticas macroeconômicas.
  • A estrutura institucional é frágil e insuficiente para resolver os múltiplos problemas da integração.
  • Há posições divergentes dos membros no que diz respeito à realização de acordos com a União Europeia.

O PROGRESSISMO COMO ALTERNATIVA

  • O progressismo suge como alternativa aos governos que aplicaram o neoliberalismo do Consenso de Washington.
  • Governos de direita foram incapazes de dar o que prometeram e perderam nas urnas para organizações políticas com fortes raízes na esquerda e uma importante base social nos trabalhadores e povos originais (isso aconteceu na Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Uruguai e Venezuela).
  • Alguns países tentaram atenuar os males do capitalismo sem enfrentá-lo como sistema (Brasil e Uruguai).
  • Na Bolívia, Equador e Venezuela, houve avanços importantes no enfrentamento das empresas transnacionais, restringindo sua capacidade de acumulação.
  • O ALBA-TCP aponta a novas formas de encarar os processos de integração regional, colocando ênfase na colaboração e na complementação política, social e econômica entre nações para avançar em projetos alternativos ao neoliberalismo. Se fundamenta na criação de mecanismos que aproveitam as vantagens da cooperação entre diferentes nações associadas para compensar as assimetrias entre esses países.

 

 

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