Warning: Declaration of Bootstrap_Walker_Nav_Menu::start_lvl(&$output, $depth) should be compatible with Walker_Nav_Menu::start_lvl(&$output, $depth = 0, $args = Array) in /home/miradapo/public_html/nataliamenhem/wp-content/themes/stanleywp/functions/function-extras.php on line 61
ventilando pensamentos - Página 3 de 5 -ventilando pensamentos

Sobre Spotlight e nós (pessoas)

“Se é preciso uma vila para educar uma criança, é preciso uma vila para molestá-la”. (Mitchell Garabedian, advogado armênio, no filme Spotlight)

Leia mais

More notes about Rework

I have just finished to read Rework (a gift from my brother, Felipe – thanks, my dear).

On my last post I picked up some parts to share here, on this one I will talk about my impressions on the last chapters. Later on I will translate both posts (English-Portuguese-English).

First of all, few words that I let miss on my first post. Having worked in a startup before (who doesn’t, being a young adult in 2016? ~joke~), I couldn’t agree more on the sections that are 100% advice to new businesses. Yes. You listened well, new businesses, not startups. As the authors say (page 56), “startup is a magical place. It’s a place where expenses are someone’s else problem. It’s a place where that pesky thing called revenue is never an issue. (…) It’s a place where the laws of business physics don’t apply”. This advice plus the “Outside money is a plan Z” should be listened carefully by each business owner wannabe. A friend of mine, a real serial-entrepreneur, had already told me before about the odds of being invested (like focusing more on what investors want than on what customers want), and it was nice to read it again here, with this clarity.

Leia mais

Notas sobre Rework

Estou lendo Rework, livro de Jason Friedrich e David Heinemeier Hansson, fundadores da 37 signals (empresa que criou o Basecamp, entre vários outros negócios). O livro é de 2010 e fala sobre a forma como a 37signals trabalha, sugerindo que podemos trabalhar de outras formas, menos burocráticas e mais intencionais, menos seguindo o que dizem os livros de administração e aplicando percepções mais humanas que fazem sentido para o negócio. Muitas das sugestões bebem da filosofia lean (enxuta). O modelo de capítulos bem curtos e objetivos faz a leitura ser rápida,  mas acaba por ser meio repetitivo. Em sua maioria, o conteúdo é bacana e compartilho aqui alguns trechos que achei interessantes.

Ignore the real world

‘That would never work in the real world.’ You hear it all the time when you tell people about a fresh idea.
This real world sounds like an awfully depressing place to live. It’s a place where new ideas, unfamiliar approaches, and foreign concepts always lose. The only things that win are what people already know and do, even if those things are flawed and inneficient.” (page 13)

Leia mais

Resista e prospere!

Gostei muito do texto Resista e prospere*, escrito pelo Yancey Strikler, CEO e co-fundador do Kickstarter, plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) dos Estados Unidos. O texto é de novembro de 2015, mas consegui chegar a ele nas minhas leituras durante o recesso de fim de ano.**

“Andar por Nova Iorque e ver um banco em cada esquina é depressivo, mas o reino da monocultura é impermanente. Na medida em que mais pessoas desafiam o status quo, a mudança vai faiscar e se espalhar. A falsidade e a corrupção da busca de lucro acima de tudo são óbvias até para quem a pratica. Uma nova abordagem baseada na diversidade de pensamento e de experiências pode e vai prosperar.”***

#fuckthemonoculture

 

*Tradução livre do título: Resist and thrive
**Também aproveitei o fim de ano para voltar a postar no Medium, neste canal aqui.
***Tradução livre deste trecho: “Walking around NYC and seeing a bank on every corner is depressing, but the monoculture’s reign is impermanent. As more of us challenge the status quo, change will spark and spread. The hollowness and corruption of the pursuit of profit above all is obvious to even those who practice it. A new approach founded on a diversity of thought and experience can and will thrive.”

Morte? Só dos autos de resistência

Sim, isso é um motivo de comemoração rumo a uma sociedade menos bárbara.

“”A decisão segue uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos em 2012, que recomendava que as mortes causadas por agentes de Estado não fossem mais camufladas por termos genéricos como “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”.

“Nós sabemos, inclusive, que as principais vítimas dessas mortes são jovens negros de periferia. A medida então passa a ser mais importante ainda, porque combate o racismo institucional e estrutural e se coloca como um exemplo para as instituições policiais nos Estados da Federação”, afirmou o secretário especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Rogério Sottili.””

Veja a notícia completa aqui.

Discussões sobre machismo, racismo e identidade de gênero: o que você tem a ver com isso?

Discussões sobre sexismo, machismo, preconceitos relacionados a identidades de gênero e orientações sexuais foram uma tônica em 2015. Depois que entrei na ThoughtWorks pude entender mais de alguns destes temas por causa de atividades promovidas por grupos internos criados para que grupos oprimidos se sintam cada vez mais representados e seguros no ambiente de trabalho. Eu posso até entender a mentalidade das pessoas que se esquivam do tema alegando que “hoje em dia as coisas estão ficando muito complicadas”, porque sim, o processo de tornar uma sociedade mais inclusiva e diversa, com espaço de voz para todas as pessoas, é sim longo e complexo. Criar terminologias e classificações que simplificam a identificação das pessoas pode fazer com que essas sejam deglutidas de pronto pelo senso comum, mas também faz com que muitas pessoas não se sintam representadas na sociedade.

Nunca experimentou esse gostinho de não se sentir representado na sociedade (por exemplo, se você é um homem branco, cisgênero e heterossexual de classe média ou classe média alta)? Então, a regra número um para saber como lidar com todos os casos em que pessoas diferentes de você te contam que não se sentiram representadas ou respeitadas é nunca achar que esta pessoa está inventando ou exagerando. Lembre-se que o mundo como é hoje foi desenhado de forma excludente e preconceituosa e se você nunca foi oprimido não pode mesmo saber como funciona.

Mas, a consequência ainda mais grave de uma sociedade desenhada para representar poucas pessoas é a violência que as pessoas não representadas sofrem no dia a dia, por pessoas não acostumadas a respeitar pessoas (em geral) – respeitam apenas as pessoas-semelhantes.

É por essa violência, a violência sofrida por milhares de mulheres, pessoas negras, travestis, transgêneros e homossexuais, simplesmente por serem quem são, que é urgente aprendermos o respeito. E o respeito começa por eu entender quem você é e você entender quem eu sou, sem julgamentos, sem aferições, sem atribuições.

Para muita gente, falar desse assunto é incômodo e complicado mesmo. “Antigamente era mais simples”, dizem. Sim, sempre será mais simples o caminho que só atende a minoria, da mesma forma que as escolas públicas, “antigamente” (ou, quando o ensino não era universalizado e as escolas públicas atendiam uma amostra bem limitada da sociedade), eram melhores.

Não consigo imaginar nada mais incômodo, porém, do que acordar e ter que se fingir outra pessoa ou sair na rua todos os dias com medo de ser sexualmente agredida só porque é complicado e incômodo para as pessoas aprenderem a respeitar as outras.

Isso sim é um inaceitável incômodo e todos os discursos que tentam silenciá-lo ou minimizá-lo de alguma forma são, automaticamente, discursos conservadores de uma ordem que serve ao conforto de pouquíssimas pessoas.

ps: para facilitar a explicação para algumas pessoas, busquei algumas imagens explicativas na internet – são do Google Imagens, não sei a fonte exata delas, inserirei assim que souber. Se você souber, fique à vontade para comentar por aqui. Valeu 😉

image

image

image

*A sociedade jamais estará preparada para a diversidade enquanto evitar os encontros de pessoas diferentes (só se existisse um raio progressista-ativador-master-blaster, mas aí esse texto nem teria razão de ser).

Transação ou relacionamento? 

Esta semana participamos do evento Mercado em Conexão, na UFMG, pela ThoughtWorks. O evento existe desde 2008 e busca conectar estudantes da UFMG com empresas, para que esses conheçam um pouco do mercado. 

Independente da grande quantidade de conteúdos produzidos diariamente sobre o valor do Marketing de Conteúdo em uma era em que relações são mais importantes e relevantes que simples transações, ainda são muitas as empresas que focam em simplesmente atrair estudantes dando brindes estratosféricos ao invés de se preocuparem em criar uma relação de qualidade com as pessoas – as quais, futuramente, podem ser parte dessas empresas. 
Ok, as pessoas gostam de brindes. Uma ou outra também vinha ao nosso estande em busca deles. Mas a grande maioria vinha atraída pelas nossas várias atividades durante o evento, pelas pessoas (ThoughtWorkers) que ali estavam representando a empresa e falando dela com tanta disposição principalmente quando se fala de relações de emprego (não estamos falando de comprar uma televisão, estamos falando de uma relação que influencia diretamente a vida, a renda, o desenvolvimento e a autoestima das pessoas a longo prazo). Enfim, só fico pensando: será mesmo que as pessoas ainda acreditam que alguém vai trabalhar em uma empresa simplesmente porque ganhou um brinde X em um evento?  

SemeAres

No último sábado, dia 05/09, aconteceu o 5º SemeAres, em São José dos Campos. A Raquel Machado, uma das voluntárias da organização do evento, me convidou para falar sobre Engajamento Cívico e para compor uma mesa de conversa sobre cultura (tema: Para quê cultura?) e felizmente este ano pude estar lá.

Fiquei muito feliz de estar em um evento com um clima tão legal, de colaboração entre a equipe e sinergia com os participantes.

Devido a conflito de horários, não consegui ver todas as palestras, mas senti bastante sincronicidade entre as que presenciei. Ainda que nem todos os palestrantes se conhecessem, havia uma tônica comum de “vamos assumir responsabilidades, vestir a camisa pela sociedade, construir juntos o lugar que queremos viver” e isto é sinal de uma ótima curadoria de conteúdo, em primeiro lugar, e, em segundo, de um super alinhamento conceitual entre o conteúdo do palco e os valores que guiam o Instituto Semear. Me senti super bem acolhida por todas as pessoas com quem conversei, gostei muito das interações que tivemos por lá e saí inspirada.

Criado em 2010, o Instituto Semear nasceu para permitir que jovens possam frequentar a universidade, apoiando-lhes com bolsa, mentoria e rede de apoio. Sua atuação é essencial para que vários jovens possam frequentar a universidade. (+ sobre o Instituto Semear aqui)

As fotos do evento estão nesse link, na página do evento no Facebook.

 

Notas sobre a esquerda

“Esquerda é toda posição política que promove todos (ou a grande maioria dos) seguintes objetivos: luta contra a desigualdade e a discriminação sociais, por via de uma articulação virtuosa entre o valor da liberdade e o valor da igualdade; defesa forte do pluralismo, tanto na mídia como na economia, na educação e na cultura; democratização do Estado por via de valores republicanos, participação cidadã e independência das instituições, em especial, do sistema judicial; luta pela memória e pela reparação dos que sofreram (e sofrem) formas violentas de opressão; defesa de uma concepção forte de opinião pública, que expresse de modo equilibrado a diversidade de opiniões; defesa da soberania nacional e da soberania nacional de outros países; resolução pacífica dos conflitos internos e internacionais.”

 

Boaventura Sousa Santos elenca, lucidamente, o que significa esquerda no mundo hoje, em uma relevante entrevista à Folha, publicada na edição deste domingo, 30/08/2015.

Mão mecânica [Envolva-se!]

Conheci ontem a mão mecânica, que acenava para todos à entrada do auditório. Desenvolvida pelo estudante Marley Luciano, a prótese de uma mão controlada por módulos independentes tem o objetivo de ser acessível e de fácil adaptação a todas pessoas com dEficiência que não tenham membros superiores.

A prótese tem funcionamento semelhante aos movimentos feitos por uma mão biológica e é constituída por peças pré-moldadas, duas placas com circuitos eletrônicos, que possuem módulos de comunicação, até de 3 a 6 micro servos motores, e demais componentes básicos. (LUCIANO,Marley Rosa, 08,2015)

De acordo com o cientista, pretende-se tornar o objeto acessível por meio da utilização da tecnologia e materiais de baixo custo, diminuindo o seu valor físico e proporcionalmente elevando a sua fabricação e distribuição. Entre os seus desejos, está o de imprimir essa mão em 3D para provar a sua viabilidade técnico-financeira.

IMG_0590

Ao conhecer o projeto, me lembrei de várias pessoas que já trabalham com internet das coisas e/ou com inclusão que podem se interessar em contribuir para o desenvolvimento do projeto do Marley.

Não hesitem em contatá-lo pelo seu perfil do Facebook e, se quiser fazer parte do grupo para trocar ideias e sugestões sobre a mão mecânica, me escreva que te adicionarei!