Warning: Declaration of Bootstrap_Walker_Nav_Menu::start_lvl(&$output, $depth) should be compatible with Walker_Nav_Menu::start_lvl(&$output, $depth = 0, $args = Array) in /home/miradapo/public_html/nataliamenhem/wp-content/themes/stanleywp/functions/function-extras.php on line 61
Sobre Spotlight e nós (pessoas) - ventilando pensamentosventilando pensamentos

Sobre Spotlight e nós (pessoas)

“Se é preciso uma vila para educar uma criança, é preciso uma vila para molestá-la”. (Mitchell Garabedian, advogado armênio, no filme Spotlight)

Depois de assistir Spotlight, a mesma pergunta que nasceu em minha mente quando assisti O pianista, muitos anos atrás, se renova. O que mais segue corroendo a nossa humanidade intrincado em nossas estruturas sociais e estamos deixando passar, sob nossos olhos adormecidos para a face conflituosa da realidade? E, principalmente, porque continuamos a deixar que vilas inteiras estejam de acordo com a moléstia de crianças, com o genocídio de pessoas negras, com a pobreza, com a violência diária contra mulheres, homossexuais e transsexuais, com o trabalho em condições de escravidão?

Todos esses absurdos só se tornaram fenômenos – e não casos isolados – porque, de alguma forma, pessoas demais acham que há alguma razão para acontecerem – mesmo que não concordem – (é o famoso “deve haver algum motivo para ter sido sempre assim”) ou que há alguma troca que valha à pena (como, no caso de Spotlight, muitas pessoas achavam que, no fim do dia, as pessoas precisavam da Igreja pelo apoio moral e o bem promovido pela Igreja era maior do que o mal causado pela moléstia de milhares de crianças).

Somos todos parte de alguma vila. Algum comportamento sempre pode ser mudado para pressionar o sistema a ser um organismo mais acolhedor para todas as pessoas. Por sinal, este organismo, apesar de parecer algo estático e pronto, é vivo, dinâmico e reflete o que somos – principalmente quando somos muitas pessoas apáticas ou muitas pessoas resistindo a mudanças que contribuem para vilas mais progressistas. A solução precisa ser sistêmica, mas como começar quando o sistema está viciado e, principalmente, quando a maioria das pessoas não questionam o porque das coisas (não) funcionarem como funcionam?

Não esperemos para interferir em nosso  presente comum. Há sempre algum comportamento que pode ser mudado. Pequenas mudanças podem antecipar grandes revoluções. Não esperemos.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *